O mercado fitness tem sido um dos setores que tem sofrido muito com a pandemia do coronavírus. Academias, estúdios de personal, centros de treinamentos, todos fechados, alunos cancelando seus planos, sem previsão de volta, funcionários sendo demitidos, tudo isso tem sido a realidade deste segmento.

Em pesquisas recente, dados assustadores foram divulgados: a Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação de risco de crédito, divulgou, no último dia 22, um levantamento que aponta uma queda de 3,9% no PIB global. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) previu no final de março, que a paralisação da economia pode exterminar 25 milhões de empregos em todo o mundo.

Já, outra pesquisa, realizada pela SEMrush, companhia norte-americana especializada em marketing digital, analisou o impacto da pandemia no comportamento humano online, que quis entender quais setores e empresas estão sendo afetados e em quais proporções.

“Muitas empresas foram impactadas negativamente, como o setor aéreo, que é um dos o que mais sofre neste cenário. Mas o resultado das pesquisas mundiais na internet deixa claro que os serviços que ajudam no trabalho em casa e no entretenimento estão se destacando positivamente neste cenário”.

Maria Chizhikova Marques, coordenadora de mercado da SEMrush.

Com milhares de pessoas em casa e as academias fechadas, o setor de ferramentas online para a prática de exercícios físicos e as compras de equipamentos pela internet, teve um aumento significativo. Segundo a SEMrush, os volumes de busca por cordas de pular e halteres aumentaram 70%, enquanto no caso da yoga online o incremento foi de 66%.

Vendo todo este cenário e experimentando as mudanças em seu próprio e-commerce, a Ultrawod, empresa de equipamentos e condicionamento físico, resolveu contribuir e retribuir ao segmento fitness. Lançou a campanha TREINO DO BEM, onde 5% de toda a venda em seu site serão destinados às academias, boxes e estúdios que os clientes indicarem na hora da compra.

“Está foi a maneira que encontramos de contribuir um pouco com os donos de estabelecimentos do setor fitness, que sempre foram os nossos clientes e por toda esta situação está tendo que dispensar funcionários, não sabendo como irão atender seus alunos com toda a restrição imposta e necessárias para o momento.

André Zimmermann, diretor da Ultrawod.

Para estas empresas que estão com a receita financeira praticamente zerada, o retorno ainda tem sido norteado por incertezas e iniciativas como estas têm sido muito bem-vindas.