No período da Páscoa, em que as vendas de chocolates extrapolam a média anual, é praticamente impossível resistir à tentação de comer chocolate. Mesmo com o cenário atual da pandemia do novo Coronavírus, a indústria brasileira de chocolates gerou 14 mil vagas temporárias diretas e indiretas para atender ao período de Páscoa 2020, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Amendoim e Balas (Abicab). As empresas iniciam o planejamento para a data com cerca de 18 meses de antecedência e começam a contratar já em setembro do ano anterior.

Mas se você exagerou, ou se ainda está comendo demais chocolate, o quê fazer?

O blog.ultrawod conversou a nutricionista clínica e esportista, Thaís Alves, que explica mais sobre esta delícia.

Nutricionista Thaís Alves

Antes de falarmos do excesso da Páscoa, nos conte quais são os benefícios do chocolate?

O verdadeiro chocolate, aquele rico em cacau pode nos oferecer  muitos benefícios (além de ser uma delícia), melhorando nosso stresse, humor, inflamação, memória e até imunidade. Além de proporcionar sensações de prazer e bem estar, o doce é rico em carboidrato e fonte de energia.

O cacau possui substâncias antioxidantes (catequinas e polifenóis), que ajudam a prevenir doenças (cognitivas, endócrinas e cardiovascular) e o envelhecimento.

Mas o consumo deve ser controlado, por ser um alimento altamente calórico, composto por carboidratos, gorduras e uma pequena quantidade de proteínas.

Chocolate é tudo igual? E qual é a quantidade ideal de consumo diário?

Não, hoje vemos diversos tipos de chocolates no mercado, como por exemplo:

Diet: é indicado para os diabéticos. Mas atenção: para igualar o sabor do chocolate tradicional tem mais adição de gordura, podendo ser mais calórico.

Amargo: a concentração de cacau é alta – geralmente acima de 50%, feito basicamente de manteiga de cacau, massa de cacau e açúcar. Esse tipo é considerado o mais puro de todos, pois quanto maior a porcentagem de cacau, menos manteiga de cacau e menos açúcar, por isso, é mais amargo.

Ao leite: basicamente seus ingredientes são os mesmos que o amargo, porém o teor de cacau é mais baixo, dando espaço ao leite condensado e às vezes leite em pó.

Branco: sua composição leva somente a gordura do cacau – a chamada manteiga de cacau, além de mais açúcar e gordura que os demais. Isso faz dele a opção menos nutritiva/saudável.

Não há uma recomendação exata a seguirmos, mas o consumo de cerca de 30g diárias de chocolate amargo, por exemplo, como parte de uma alimentação saudável, pode trazer benefícios ao organismo.

E como o organismo reage à um grande consumo de chocolate?

O principal problema do consumo excessivo de chocolate amargo é o ganho de peso. Além disso, a grande quantidade de açúcar pode também aumentar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue e aumentar o risco de diabetes ou descompensar para aqueles que já são diabéticos.

Ainda pode causar dor de cabeça, pois possui substâncias vasoativas que podem provocar a dilatação das veias cerebrais. O excesso de chocolate também pode aumentar a propensão a cálculos renais porque o alimento é rico em oxalato.

Como tudo na vida o segredo é moderação.

Para quem exagerou, quais alimentos devem ser consumidos para contrapor este exagero?

Pós páscoa deveremos retomar a nossa rotina de vida saudável.Voltar a alimentação saudável rica em frutas, legumes e verduras. Aprender a fazer compras de alimentos dentro dos varejões.

Manter uma hidratação adequada, com um bom consumo de água e incluir chás sem açúcar no dia a dia, é uma excelente estratégia. Praticar atividade física potencializando o gasto de energia acumulada. E ter constância. Esse é o maior segredo.

Bom depois de todas as informações e como nos mostrou a nutricionista Thaís Alves, para se ter uma vida saudável é fundamental ter equilíbrio na alimentação, evitando excessos e se mantendo ativo.

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